quinta-feira, 19 de julho de 2012

Patético

    
   O tempo vai passando, segundos, minutos, horas, dias, e eu aqui, nesta estúpida cadeira a ver os pássaros a voar livremente, a ouvir os risos irritantes das pessoas lá fora. Paro e penso que não sou livre. Paro, penso e não ajo. Patética pessoa esta aqui sentada, a escrever, a lamentar e a fraquejar. Que patética vida. Que patética existência.
   A cada segundo vejo o meu eu a perder-se neste corpo aqui sentado. A cada minuto sinto saudades daqueles que já estiveram perto de tal insignificância. A cada hora sinto mais solidão. A cada semana tenho a certeza que este cobarde corpo, por muito mau que pareça, já se conforma com a sua patética existência, com a sua solidão, pois já é uma rotina. Já não pode deixar de ser patético e só. Já tudo parece normal para tal ser.

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