quinta-feira, 19 de julho de 2012

Patético

    
   O tempo vai passando, segundos, minutos, horas, dias, e eu aqui, nesta estúpida cadeira a ver os pássaros a voar livremente, a ouvir os risos irritantes das pessoas lá fora. Paro e penso que não sou livre. Paro, penso e não ajo. Patética pessoa esta aqui sentada, a escrever, a lamentar e a fraquejar. Que patética vida. Que patética existência.
   A cada segundo vejo o meu eu a perder-se neste corpo aqui sentado. A cada minuto sinto saudades daqueles que já estiveram perto de tal insignificância. A cada hora sinto mais solidão. A cada semana tenho a certeza que este cobarde corpo, por muito mau que pareça, já se conforma com a sua patética existência, com a sua solidão, pois já é uma rotina. Já não pode deixar de ser patético e só. Já tudo parece normal para tal ser.

domingo, 8 de julho de 2012

Utopia de vida

Ás vezes escrever é como pintar. Só se consegue algo produtivo com imaginação, com muitas horas sem dormir a tentar encontrar o tema da pintura.
Agora ao escrever, sinto que estou a pintar o maior quadro que já pintei, o quadro da minha vida. Nesse quadro estão representadas as duas partes que a minha vida tem.
Uma que adoro e que não trocava por nada, já a outra é o oposto. A outra faz-me chorar, discutir, querer mudar, e sobretudo odiá-la.
Se pudesse mudava muita coisa, mudava mentes, atitudes, ódios, preocupações e mudava principalmente a indiferença. Toda a indiferença que existe perante o mundo, mas isso é uma utopia. Uma utopia perfeita, mas não passa disso, uma utopia de vida e de conforto.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Antigo tu

Mas tu palhacinho, ainda tens uma voz sensata, fala-me, diz-me o que preferes para eu me sentir bem. Diz-me o que eu quero ouvir, quero saber que ainda és tu, o antigo tu.