domingo, 8 de dezembro de 2013

Outrora

Olha para o teto para que ela não cair... com todas as tuas forças, não deixes que ela caia. Pensa noutra coisa, em tudo menos no que faz com que ela escorra pela tua pele.
Tenho as mãos pretas de desenhar, tenho os olhos vermelhos de chorar.
Não queiras ser como eu, na queiras enlouquecer como eu... dói-me a cabeça, sabias?!  Mas é só mais uma mera dor, só mais uma.
Hoje encontrei aquelas folhas, nas quais rabisquei. (não encontres folhas como estas)
Outrora ouvi ou li, que pensar enlouquece...
É a mais pura das verdades, sabias?!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

As folhas

Agora penso se mereço tudo isto.
A raiva, essa transformo-a em lágrimas. Mas só naquelas quatro paredes.
Sinto alivio, dores... Dói-me a cabeça de viver, dói-me o coração de existir.
Nunca chorei por tantas coisas ao mesmo tempo. Soube bem.
Acho que devo merecer isto, pelo menos sei que não serei como as folhas no outono... Aquelas pequenas manchas de tinta que caiem facilmente ao mais pequeno toque do vento.
Resta-me esperar que o vento passe e que comece de novo uma nova primavera. Enquanto isso ficarei aqui a olhar pela janela.



sábado, 13 de julho de 2013

Brilho

As brincadeiras que ninguém conhece, as conversas que ninguém sabe, aquilo que partilhamos, aquilo de que nunca falamos é tudo o que tu precisas.
Já eu, quero que este brilho no olhar permaneça. E que seja com a troca dos nossos olhares que tu sorrias.
Mas se um dia chorares, abraçar-te-ei. Se um dia caíres, eu levantar-te-ei.
Se sorrires para mim, os meus olhos brilharão como tu gostas.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Livros Pessoais

Conhecer a história de uma pessoa é como ler um livro...
De cada vez que mudamos de página encontramos mais palavras, mais letrinhas que nos conta uma história. A cada virar de página um momento, um local, um encontro, uma gargalhada, um lágrima escondida, um pedaço de si revelado aos olhos de quem lê esse livro.
Os piores, os melhores, os amores, os desamores, todas as dores escritas em cada capitulo, em cada ano, escrito simplesmente por momentos...
Não gosto desses livros sem sentido que são publicados ao mundo.
Quanto mais me abrem os livros pessoais, mais me apetece dizer que adoro pessoas com uma grande história.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Alguém que pise este mundo

As pernas já não têm a força para me levantarem do chão, para onde caí... Caí fazendo-te feliz, caí olhando e cuidando de ti. Caí ao fechar os olhos à imagem que o espelho me transmitia. Caí porque não soube cuidar... não de ti, não nós, mas sim de mim... ou talvez de ambos. Caí e agora que estou no chão... O que faço, quando já não tenho força para me erguer sozinha?
As pernas falseiam, os olhos mentem e a cabeça... essa tenta encontrar a solução do enigma que está a minha vida.
Espero que alguém veja este corpo perdido no mundo, este corpo cuja cabeça está ausente e os olhos fingem não ver. Esse corpo que ainda sorri, mas que...
Vou tentar encontrar alguém que me estenda a mão. Ainda será possível encontrar alguém que pise este mundo e que saiba ajudar? Vou esperar por esse alguém, sorrindo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

De lápis na mão

A sensação da cola nas mão, de ver os dedos sujos do carvão... Sentir o braço a tremer por causa das horas seguidas a desenhar... Olhar para a mesa ou para o cavalete e rir. 
Rir ou desanimar, só há duas opções.
Em ambas, acabo com a mesma alegria interior. Alegria de quem dá tudo através de um lápis, de quem se une com aquela pequena peça nesta grande máquina... 
Não me digam que todos somos artistas... Não, tu não és um artista por pegares num lápis ou por saberes tocar uma única nota. Não, tu não podes olhar para as mãos sujas e desprezar cada pigmento que elas contem.
Talvez eu também não o seja.
Mas quero ser mais... Não consigo, porém. Porque?
Só serás mais do que és quando dominares tudo à tua volta, mas sabes... só Deus domina tudo.  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sem um nome

Algo só nosso, sem um nome, uma descrição...
Algo que construímos com as lágrimas, com sorrisos
Algo unicamente nosso.
Ninguém lhe pode tocar, 
Ninguém pode sentir.
Somente nós e nós mesmos.
Mas não lhe damos um nome,
Se o fizéssemos
Passaria a ser algo banal e,
Deixaria de ser unicamente nosso.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A ressoar...

Momentos em que o frio reina,
onde as dores escorrem pelos olhos, fechados do cansaço.
Momentos em que na segurança desses braços,
se ouve palavras de conforto.
Sangue escorre nesses momentos...
Muitos escolhem a dor como companhia, eu preferia ter-te a ti.
Não escolhi sofrer naquele momento,
No entanto, deixei de sentir os dedos a tocarem a cadeira fria...
Queria sair dali, mas algo me impediu
Talvez a parte mais racional de mim, ou
simplesmente a tua voz a ressoar...



"Momentos... 
A nossa vida é uma série de momentos,
Cada um, uma viagem para o fim...
Deixa-os ir, deixa tudo ir..." 
Now is good

sábado, 5 de janeiro de 2013

Acorda pequena alma



Pequena alma, acorda com o sol,
com a ternura daquele calor.
Acorda e olha aquela profundidade, aquele brilho.
Pequena alma acende aquela vela, que o vento desconhecido apagou.
Acorda e sente o toque desse velho vento...

Não desistas de acordar!
Não desistas de senti-lo como teu.
Nunca desistas, por mais que te pareça impossível de conquistar. Já o sentiste antes, já sentiste a sua natureza selvagem por isso, pequena alma, também o irás sentir novamente. Como teu, como nosso, como algo que não pertence a ninguém mas que, ao mesmo tempo, pertence a todos os seres.