domingo, 23 de dezembro de 2012

Reticências

As reticências são tantas que já nem eu sei o seu significado.
Sei que existem. Sem elas não via e vivia esta felicidade, esta loucura, esta luz...
E mais umas reticências são postas.
Nem as palavras saem como eu sonhei.
Quero me divertir, em condições, quero derreter o sol.
Mas as reticências já são tantas
Que nem tu as poderias ou podes apagar.
Mas tenta, pode ser que consigas...
Espera, tu consegues tudo!
Consegues tudo aquilo que te dá prazer...
(E as reticências continuam a aparecer)
Conta os momentos, as reticências...
Conta tudo aquilo que o sol não é capaz de derreter.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quem sabe amanhã

Ali não falávamos, nada era dito. Afinal, não era preciso...
Compreendíamos melhor o mundo assim, no silêncio, do que com o barulho das palavras. 
Ali percebíamos cada gesto, cada olhar, cada movimento. Ali, percebi a verdade do mundo...
Aquele sonho parecia real até que interromperam o silêncio...
A única realidade passou a ser ternura das palavras omitidas,
A nossa imaginação levou-nos até ao impossível.
Impossível por agora...
No agora, não cabe esse desejo, essa imagem perfeita.
Mas quem sabe amanhã
O impossível se torne possível...
Enquanto isso, desenhar-te-ei ali...


domingo, 9 de dezembro de 2012

I know who I am,
I just forgot it a little while...

domingo, 2 de dezembro de 2012

A sombra


O sorriso que esconde aquilo que ninguém irá ver, aquilo que quero que ninguém veja, vai ser forte.
A salvação não irá chegar, se chegar vai partir rapidamente do porto seguro para o mar agitado... Mar de água salgada, um infinito mar que não quero descobrir.
Sou marinheiro de terra, marinheiro que parte mas que nunca volta.
Sou a sombra que vês, que sentes, que ouves... Mas que não acreditas que exista.
Sou eu e estou aqui.