A raiva, essa transformo-a em lágrimas. Mas só naquelas quatro paredes.
Sinto alivio, dores... Dói-me a cabeça de viver, dói-me o coração de existir.
Nunca chorei por tantas coisas ao mesmo tempo. Soube bem.
Acho que devo merecer isto, pelo menos sei que não serei como as folhas no outono... Aquelas pequenas manchas de tinta que caiem facilmente ao mais pequeno toque do vento.
Resta-me esperar que o vento passe e que comece de novo uma nova primavera. Enquanto isso ficarei aqui a olhar pela janela.

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